noticias ao minuto -20/07/2026 08:43
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que realizou uma nova ofensiva contra alvos militares no Irã. Segundo o órgão, foram atingidos centros de comando, sistemas de defesa aérea, instalações de vigilância costeira, embarcações, bases de lançamento de mísseis e drones, além de redes de comunicação.
Esta foi a nona rodada de ataques desde a assinatura do
memorando de entendimento para um cessar-fogo, em 17 de junho.
Até o momento, as autoridades iranianas não divulgaram
informações sobre possíveis mortos, feridos ou danos provocados pela operação.
A imprensa estatal do país, no entanto, relatou explosões em regiões do sul e
do noroeste do território iraniano.
Ao retornar a Washington após acompanhar a final da Copa do
Mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã havia
sido atacado novamente com grande intensidade.
“Atacamos com muita força outra vez nesta noite”, declarou a
jornalistas. Segundo Trump, a ação também foi realizada em homenagem aos
militares americanos mortos.
As Forças Armadas dos EUA disseram inicialmente que os
bombardeios eram uma retaliação por um ataque ocorrido na sexta-feira, na
Jordânia, que provocou a morte de soldados americanos.
Um militar permanecia desaparecido após a ofensiva. Em um
novo comunicado, o CENTCOM informou que restos mortais ainda não identificados
foram encontrados neste domingo e estão sendo analisados. Desde o início do
conflito, 17 militares americanos tiveram a morte confirmada.
Pouco depois do começo dos ataques, a agência britânica de
segurança marítima UKMTO informou que um navio estava em chamas no Estreito de
Ormuz. A embarcação foi localizada a cerca de 15 quilômetros a noroeste de
Kumzar, em Omã. A causa do incêndio não foi esclarecida.
Bahrein, Jordânia e Kuwait também voltaram a ativar seus
sistemas de defesa aérea durante a madrugada diante da ameaça de drones e
mísseis iranianos.
A Embaixada dos Estados Unidos no Bahrein emitiu um alerta
afirmando que o Irã poderia tentar atingir locais não especificados no centro
de Manama, capital do país. Não foram fornecidos outros detalhes.
Israel, por sua vez, advertiu que mísseis lançados em
direção à cidade jordaniana de Aqaba poderiam ampliar os ataques até o
território israelense, algo que não ocorria havia semanas.
Autoridades de segurança israelenses informaram que dois
mísseis interceptadores foram disparados nos arredores de Eilat, cidade vizinha
a Aqaba, para impedir a queda de destroços.
As Forças Armadas da Jordânia afirmaram ter derrubado vários
mísseis iranianos neste domingo. O país abriga importantes bases americanas e
depende dos sistemas de defesa aérea dos Estados Unidos.
De acordo com os militares jordanianos, os ataques não
deixaram vítimas nem causaram danos. Mais tarde, o governo da Jordânia convocou
o encarregado de negócios do Irã para apresentar um protesto formal.
Com mais da metade do prazo de 60 dias previsto no acordo de
paz já transcorrido, Estados Unidos e Irã voltam a se aproximar de uma escalada
militar de grandes proporções.
O memorando previa negociações para encerrar definitivamente
a guerra e tratar de outros temas, entre eles o programa nuclear iraniano. No
entanto, a nova sequência de ataques aumentou novamente a tensão entre
Washington e Teerã.
Os impactos econômicos do conflito também continuam sendo
sentidos. A alta dos combustíveis e de outros produtos tem atingido
principalmente as regiões mais vulneráveis do mundo.
Nos mercados asiáticos, o barril do petróleo Brent para
entrega em setembro voltou a superar os US$ 90 nesta manhã, retomando os níveis
registrados em junho.