METROPOLES -10/06/2026 17:23
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a
maioridade penal de 18 para 16 anos, aprovada
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta
quarta-feira (10/6), não deve ir de forma imediata para a comissão
especial. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda avaliará
qual o melhor momento para a discussão avançar.
O Metrópoles apurou que a cúpula da Câmara não tem
pressa em acelerar o debate. Com Copa do Mundo, festividades de São João e
a proximidade do período eleitoral, a criação imediata da comissão fica
comprometida. Aprovada na CCJ, o próximo passo é o colegiado, onde o mérito
da proposta será debatido e mudanças no texto devem ser feitas. Depois da
comissão, o texto ainda terá de ir ao plenário da Casa.
A aliados, Motta reconhece que atualmente o debate
sobre a maioridade penal tem mais apoio dentro da Câmara do que quando foi
aprovado pela primeira vez na gestão do então presidente Eduardo Cunha, em
2015.
Naquele ano, a Casa aprovou a PEC 171/93, que estabelecia a
redução da maioridade penal para 16 anos, em alguns casos, como para crimes
hediondos — estupro, sequestro, homicídio qualificado, entre outros. No Senado,
a proposta não avançou e foi arquivada.
Neste ano, parte da oposição adotou o discurso da redução da
maioridade penal como bandeira eleitoral para as eleições de outubro.