cnn -22/07/2026 12:12
Uma operação global antifraude envolvendo 97 países descobriu uma delegacia falsa simulando a Polícia Federal brasileira em Essuatíni, na África. O país faz fronteira com a África do Sul e Moçambique.
No local, a ação coordenada pela Interpol prendeu 82 pessoas
que fingiam ser policiais federais e desmantelou uma rede que operava jogos
de azar online ilegais, lavagem de dinheiro e golpes sofisticados de falsa
identidade.
Os policiais - verdadeiros - apreenderam 240 dispositivos
eletrônicos, como celulares e computadores, além de moeda estrangeira e
réplicas de uniformes da Polícia Federal do Brasil.
Segundo informações da Interpol, os golpistas fingiam ser integrantes da PF em
videochamadas, convenciam as vítimas de que elas haviam sofrido um crime,
levando-as a transferir fundos para "guarda segura" — valores que acabavam sendo roubados.
Com o alto volume de apreensões, uma equipe de apoio
operacional da Interpol foi enviada ao país africano, a pedido das autoridades
do país, para realizar a perícia forense dos dispositivos apreendidos.
Essa descoberta fez parte da operação First Light 2026, que
focou no combate a golpes de engenharia social e atividades de lavagem de
dinheiro associadas. Ao todo, 5.811 pessoas foram presas e houve
interceptação de US$ 293 milhões em ativos ilícitos (cerca de R$ 1,5 bilhão).
Engenharia social é um termo que se refere a técnicas que
exploram a confiança de uma pessoa para obter dinheiro ou informações confidenciais.
"Os golpes de engenharia social continuam a representar
uma ameaça significativa para a nossa sociedade. A Interpol se dedica a apoiar
os países-membros na construção de uma estratégia abrangente e coordenada para
enfrentar crimes financeiros facilitados pela tecnologia, redes criminosas
organizadas e a lavagem de dinheiro que as sustenta", destaca Tomonobu
Kaya, diretor do Centro de Combate a Crimes Financeiros e Corrupção.