Rev. Hernandes Dias Lopes -24/05/2026 09:35
A morte é conhecida como “o rei dos terrores”. Porém, Jesus é proclamado como “o Rei dos reis”. A morte foi golpeada de morte na morte de Cristo e o reinado da morte colapsou. Jesus, o Cristo de Deus, entrou nas entranhas da morte, arrancou o aguilhão da morte, matou a morte e ressuscitou inaugurando a imortalidade. Agora a morte não tem a última palavra nem a sepultura é o nosso último endereço.
Quando nossos pais pecaram no jardim do Éden, Deus os
sentenciou de morte: “Tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3:19). Porque o homem foi
feito do pó e tornará ao pó, então ele é pó. Isto porque o homem não é o que é,
mas o que foi e o que há de ser. Porque foi do pó e tornar-se-á pó, ele é pó.
Só Deus pode afirmar: “Eu sou o que sou”.
Vivo, o homem é pó levantado. Morto, o homem é pó caído. O
que levanta o pó é o vento. O vento sopra e o pó se levanta, e anda e corre, e
chora e ri. O vento cessa e o pó cai onde estiver e cessa o seu labor. O homem
feito do pó recebeu o sopro de Deus e ele se levantou como alma vivente. Quando
o vento, o sopro de Deus, cessa, o pó cai em casa, no hospital, na rua. O homem
é pó levantado pelo vento na vida e pó caído na morte.
O salário do pecado é a morte e a morte passou por todos os
homens, porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. A morte é a
realidade mais democrática na realidade da vida. Morre o grande e o pequeno.
Morre o rico e o pobre. Morre o doutor e o iletrado. Morre o governante e o
governado. Morre o velho e o jovem. A morte, ainda, é o sinal de igualdade na
equação da vida.
Em vida os homens são distintos: uns homenageados e outros
esquecidos; uns alcançam o topo de pirâmide social e se cobrem de riquezas e
glórias e outros vivem desprovidos de riquezas e cobertos de opróbrio; em vida
uns alcançam a longevidade e outros são ceifados prematuramente. Porém, mortos
são todos iguais sem qualquer distinção. A morte nivela os ricos e os pobres,
os grandes e os pequenos, os reis e os vassalos, os homens e as mulheres.
A morte mesmo tendo sido golpeada de morte, pela morte de
Cristo Jesus, ainda ergue sua fronte cavernosa e arranca dos nossos braços
aqueles a quem amamos e se Jesus não voltar antes, um dia ela também nos
ceifará. Porém, quando Jesus voltar em glória, em sua segunda vida, todos os
mortos ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos, uns para a ressureição da vida e
outros para a ressurreição do juízo.
Naquele dia, ó que dia será, a própria morte será lançada no
lago do fogo. Então gritaremos, com todas as forças da nossa alma: “Tragada foi
a morte pela vitória”. Então ergueremos nossa voz, para confrontar a morte e
desafiá-la: “Onde está ó morte a tua vitória, onde está ó morte o teu
aguilhão?”.
Jesus, o vencedor da morte, afirmou: “Eu sou a ressureição e
a vida” (Jo 11:25). Aquele que nele crê não morrerá eternamente. Ao contrário,
já passou da morte para a vida. A morte já não mais assombra os filhos de Deus,
pois como afirmou o veterano apóstolo Paulo: “Para mim o viver é Cristo e o
morrer é lucro” (Fp 1:21). Disse mais: “Morrer é partir para estar com Cristo,
o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1:23).
O mesmo apóstolo afirmou: “Morrer é deixar o corpo e habitar
com o Senhor” (2Co 5:8). Por isso, aqueles que morrem no Senhor são
bem-aventurados, porque descansam de suas fadigas e suas obras os acompanham (Ap
14:13).
O tempo oportuno de você voltar-se para Deus é agora, uma
vez que ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo
(Hb 9:27). Ao reconhecer-se pecador e crer em Jesus como seu Salvador, você
recebe a vida eterna. Jamais será condenado, pois passou da morte para a vida.
Agora, você não precisa mais temer a morte, pois Jesus a
matou na sua primeira vinda e a lançará no lago do fogo em sua segunda vinda.
Nós, porém, reinaremos com Cristo, num corpo de glória, pelos séculos eternos!