Fotógrafo do Jornal Impacto registra anta em canavial no município de Lavínia

Redação -19/06/2026 18:53

Na manhã desta última quarta-feira, por volta das 7h30, uma cena cada vez mais rara chamou a atenção em uma propriedade rural cultivada com cana-de-açúcar entre os municípios de Mirandópolis e Lavínia. Com absoluta tranquilidade, uma anta surgiu numa área próxima à Rodovia Marechal Rondon, passando sob uma cerca e desaparecendo em meio à vegetação, sem demonstrar qualquer receio diante do movimento de veículos.

Conhecida popularmente como tapir, a anta é considerada o maior mamífero terrestre do Brasil. Embora impressione pelo porte, seu tamanho ainda é inferior ao de muitos bovinos. Um exemplar adulto pode pesar entre 200 e 300 quilos e medir de 1,7 a 2 metros de comprimento.


Herbívora, a anta alimenta-se de folhas, brotos, raízes, plantas aquáticas e uma grande variedade de frutos. Sua importância para o equilíbrio ambiental é enorme. Frequentemente chamada de “jardineira da floresta”, ela desempenha um papel fundamental na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração e manutenção dos ecossistemas por onde circula.

A espécie habita florestas, matas ciliares, áreas alagadas, pântanos e campos abertos, mas sempre mantém uma estreita relação com a água. Excelentes nadadoras, as antas dependem de rios, córregos, lagoas e brejos para sobreviver, utilizando esses ambientes tanto para alimentação quanto para proteção contra predadores e altas temperaturas.


O ANIMAL ATACA PESSOAS?

Apesar da aparência dócil e do comportamento geralmente pacífico, a anta é um animal silvestre que merece respeito. Ataques a seres humanos são extremamente raros e normalmente ocorrem apenas em situações de defesa, quando o animal se sente ameaçado, acuado ou quando uma fêmea está protegendo seu filhote.

O registro reforça a riqueza da fauna regional e evidencia a capacidade de adaptação da espécie, que continua encontrando refúgio mesmo em áreas modificadas pela atividade agrícola. Avistamentos como este servem de alerta para a importância da preservação dos corredores ecológicos e dos recursos hídricos, fundamentais para a sobrevivência da fauna nativa do interior paulista.