noticias ao minuto -24/04/2026 10:33
O Governo de Itália colocou, esta quinta-feira (23),
totalmente de lado a possibilidade de a seleção nacional vir a substituir o Irã
na Copa do Mundo, em resposta à proposta que Paolo Zampolli, enviado especial
dos Estados Unidos da América e 'braço direito' de Donald Trump, fez chegar ao
presidente da FIFA, Gianni Infantino.
"Em primeiro lugar, não é possível. Em segundo lugar,
não é oportuno. Não sei o que é que vem primeiro, mas a qualificação decide-se
em campo", disparou o ministro do Esporte, Andrea Abodi, em declarações
reproduzidas pelo jornal transalpino Il Giornale. Uma posição que mereceu o apoio por parte do
responsável pela pasta da Economia, Giancarlo Giorgetti.
"Considero isso uma coisa vergonhosa. Eu ficaria
envergonhado", disparou o responsável político, à margem de um evento que
aconteceu no Palácio do Quirinal, em Roma. Isto, depois de a squadra azzurra
ter falhado (surpreendentemente) o apuramento para um Campeonato do Mundo pela
terceira vez consecutiva.
A hipótese foi veiculada pelo próprio Paolo Zampolli, em
conversa com o jornal Financial Times, horas antes: "Eu confirmo que sugeri
a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irã, no Mundial. Eu sou nativo da
Itália, e seria um sonho ver os azzurri num torneio organizado pelos EUA. Com
quatro títulos, eles têm o 'pedigree' para justificar a inclusão".
Seguiu-se, entretanto, uma notícia divulgada pela estação
televisiva britânica BBC
Sport, apontando que o organismo que rege o futebol internacional não teria
qualquer intenção de retirar o Irã do Mundial2026, apesar da guerra com os
Estados Unidos da América, que se prolonga já há mais de dois meses.
Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo do Irã, garantiu,
de resto, que o país está "totalmente preparado" para disputar o
torneio, no qual se encontra integrado no Grupo G, juntamente com Nova
Zelândia, Egito e Bélgica.
EUA queriam 'redimir-se' após ofensas contra o Papa Leão XIV
A publicação original citava fontes próximas do processo,
que garantem que esta proposta não passou de uma tentativa de Donald Trump de
remendar as relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, depois
do 'bate-boca' público entre ambos, por conta da posição do Papa Leão XIV sobre
a guerra no Médio Oriente.
"Acho que ele não está fazendo um bom trabalho. Acho
que ele gosta de criminalidade. Não gostamos de um Papa que diga que não há
problema em ter armas nucleares", afirmou o líder máximo norte-americano,
em abril, em relação as intervenções públicas realizadas pelo compatriota sobre
este tema.
"Continuarei a manifestar-me abertamente contra a
guerra, procurando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre
os Estados, para encontrar soluções justas para os problemas. Há muitas pessoas
sofrendo no mundo de hoje. Há muitas pessoas inocentes sendo mortas",
respondeu este.
"Considero inaceitáveis as declarações do Presidente
Trump a propósito do Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja Católica, e é
correto e natural que peça a paz e condene todas as formas de guerra, interveio
a transalpina, deixando Donald Trump "chocado": "Pensei que ela
tinha coragem, enganei-me".