Assassino de açougueiro se apresenta na DIG

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Assassino de açougueiro se apresenta na DIG


ANDRADINA – Passado o prazo regimental para fugir do flagrante, se apresentou à Polícia Civil na última quarta-feira, 14, o pedreiro José Ardengui Filho, o “Zé Branco”, 54 anos, residente na rua 11 do parque São Gabriel, acusado de ter assassinado com três facadas o açougueiro  Robson Dias dos Santos, o Robinho, 30, após uma briga em um bar no último domingo, 11. Zé Branco estava acompanhado do advogado Wilson Hirata.



O acusado se apresentou na DIG – delegacia de Investigações Gerais e foi ouvido pelo delegado Vanderlei Aguiar Leão, que está respondendo pela repartição enquanto o titular, Tadeu Coelho Carvalho está em viagem. O autor alegou legítima defesa, já que levou um soco no rosto quando já estava indo embora.



Em sua narrativa, Zé Branco informou que há aproximadamente quatro meses teria dado carona para uma mulher, cujo nome ele não se recorda, tendo ela entrado no banco de trás do carro, já que a porta do passageiro de um Gol de cor azul à época, estava emperrada. A carona restringiu-se até a av. Guanabara, informou ele.



A partir daí teriam iniciadas as ameaças de Robinho contra o pedreiro, tendo inclusive registrado dois boletins de ocorrência contra o rapaz. Ele não soube informar se a vítima era então casado com a mulher em questão. O açougueiro teria ido diversas vezes em frente da casa do pedreiro para xingá-lo. Os dois moram praticamente lado-a-lado, separados apenas por um terreno vazio na rua João Felizardo de Souza, a antiga rua 11, do parque São Gabriel.



No dia do homicídio Zé Branco teria ido até o bar localizado na esquina das ruas Paes Leme com Corumbá, bairro Stella Maris, logo visualizando o açougueiro, que ao avistá-lo já o teria intimado a pagar uma pinga e uma cerveja, dizendo ainda ao algoz que o “bicho ia pegar” naquele dia. Depois de beber e conversar com alguns amigos, o pedreiro tentou ir embora, sendo seguido por Robinho até seu veículo, um gol branco, que estava do lado oposto da calçada.



Falando alto e gesticulando muito, conforme o autor, Robinho teria desferido um soco no rosto de Zé Branco e ainda o empurrado para dentro do veículo para que fosse embora logo. Ele então pegou uma faca que estava dentro do carro, usada para pescaria e desferiu alguns golpes contra o então agressor, não sabendo os locais que o acertou, fugindo em seguida. Somente depois é que ficou sabendo que Robinho acabou não resistindo aos ferimentos, entrando em óbito.



Ele não informou para a Polícia onde permaneceu durante os dias em que esteve foragido, para se livrar do flagrante. A reportagem do jornal Impacto foi informado que ele possui parentes no bairro Timboré (porto de areia) e pode ter ficado por lá durante esse período. Segundo o depoimento, Zé Branco disse que não tinha a intenção de matar Robinho e somente queria afastá-lo, para que não o agredisse mais.



O açougueiro suspeitava que o pedreiro tivesse saído com sua ex-mulher, com quem estava separada há pouco tempo. Segundo Zé Branco, isso nunca aconteceu e ele teria dado apenas uma carona a essa mulher. O inquérito vai ser agora remetido ao 2º DP e depois à justiça local, que vai determinar se o réu é culpado do homicídio e também determinar a pena a ser imposta a ele (caso houver condenação pelo crime).   



 


Manoel Messias - 02/08/2010 - 09:06:52

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