metropoles -12/07/2026 23:28
Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã na tarde deste domingo (12/7) após o país bombardear um navio de contêineres no Estreito de Ormuz.
Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos Estados
Unidos (Centcom, na sigla em inglês), o objetivo do ataque é “diminuir a
capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam
livremente pelo Estreito de Ormuz”.
“O Comandante-chefe ordenou que os ataques visem
responsabilizar as forças iranianas”, disse o Centcom em comunicado publicado
no X.
Nesse sábado (11/7), o órgão já havia realizado uma terceira
rodada de ataques contra o Irã. A operação atingiu aproximadamente 140
alvos militares iranianos.
De acordo com o Centcom, os ataques miraram instalações de
mísseis e drones, equipamentos navais, depósitos de munição, redes de
comunicação e locais de vigilância costeira. Com a rodada de sábado, o número
de alvos iranianos atingidos ao longo da última semana passa de 300.
Escalada militar
No sábado (11/7), o Centcom
informou ter atingido 140 alvos militares iranianos em uma nova rodada de
bombardeios, elevando para mais de 300 o número de instalações atacadas ao
longo de três noites de operações.
Segundo os Estados Unidos, a ofensiva teve como objetivo
reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais e militares que
transitam pelo Estreito de Ormuz.
Após os ataques, a Guarda
Revolucionária anunciou o fechamento da via marítima por tempo indeterminado.
O grupo afirmou ter disparado tiros de advertência contra
embarcações que tentavam utilizar uma “rota não autorizada” e declarou
que nenhuma embarcação seria autorizada a cruzar o estreito enquanto
durassem as operações militares na região.
Disputa de versões
A tensão em Ormuz aumentou após a Marinha iraniana anunciar,
nesse sábado, um novo bloqueio por tempo indeterminado da rota por onde circula
grande parte do petróleo no mundo. O fechamento ocorre depois de os Estados
Unidos e o Irã romperem o cessar-fogo e voltarem a trocar hostilidades.
O governo norte-americano, no entanto, rebateu a informação
e declarou
que a navegação segue aberta e que Teerã não controla a passagem do
canal marítimo.
Posteriormente, a afirmação da gestão de Donald Trump foi
contestada pelo Irã, que reafirmou
que o tráfego na estratégica rota marítima “está atualmente impossibilitado”.
A resposta iraniana foi divulgada pela Autoridade de Gestão
da Via Marítima do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), agência criada em
maio deste ano para administrar o tráfego marítimo, estabelecer rotas
obrigatórias e emitir autorizações de passagem no Estreito de Ormuz.
Em comunicado, a autoridade informou que suspendeu
temporariamente a análise dos pedidos de trânsito pela via marítima.