noticias ao minuto -03/01/2026 17:07
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados na Justiça de Nova York por crimes de narcoterrorismo e tráfico de drogas depois de serem capturados pelos Estados Unidos neste sábado (3) durante ataque americano contra o país caribenho.
De acordo com Pam Bondi, a secretária de Justiça do governo
Donald Trump, Maduro, Flores e outras quatro pessoas responderão por
narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína nos EUA, porte de armas de
fogo e conspiração para portar armas de fogo. Washington abriu um novo
indiciamento contra o ditador, que já tinha uma recompensa por sua captura.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, uma das
principais vozes na Casa Branca por trás da intervenção na Venezuela, disse
neste sábado que Maduro era um "fugitivo da Justiça americana".
Embora Washington acuse o ditador de comandar o chamado cartel dos sóis,
especialistas negam a existência do grupo.
De acordo com a acusação, enquanto esteve no poder, Maduro
buscou "enriquecer a si mesmo e aos membros [do cartel], ampliar seu
próprio poder e inundar os Estados Unidos com cocaína com o objetivo de aplicar
os efeitos danosos e viciantes da droga contra americanos". A Venezuela
não é uma grande produtora de cocaína, e as rotas de tráfico que saem do país
costumam ter como destino portos europeus.
Na acusação, o governo Trump diz ainda que Maduro utilizou a
cocaína como "arma contra a América". O vice-presidente, J. D. Vance,
disse que o ditador venezuelano "não pode esperar que iria fugir da
Justiça por tráfico de drogas nos EUA só porque vive em um palácio em
Caracas". Vance afirmou ainda que Washington ofereceu "uma série de
alternativas" a Maduro, sem entrar em detalhes, e que a Venezuela precisa
"devolver o petróleo roubado" dos EUA, afirmação já feita por Trump
no passado.