metropoles -03/01/2026 17:00
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.
Ele acrescentou ainda que, “atacar países, em flagrante
violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de
violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o
multilateralismo”.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição
que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e
regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da
América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”,
destacou Lula.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou,
por meio da rede Truth Social, os
ataques ao território venezuelano e a captura do presidente Maduro.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um
ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás
Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua
esposa”, afirmou Trump.
O presidente brasileiro pediu ainda para que a comunicada
internacional, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), responda “de
forma vigorosa a esse episódio”.
“O Brasil condena essas ações e segue à disposição para
promover a via do diálogo e da cooperação”, destacou Lula na rede social X.
O presidente norte-americano acrescentou que a operação foi
realizada “conjunto com as forças de segurança americanas” e que uma coletiva
de imprensa será realizada ainda hoje, às 13h no horário de Brasília.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu
uma prova de vida do presidente Maduro. Segundo Delcy Rodríguez,
Maduro está desaparecido. Ela afirmou que, “em face dessa situação brutal,
desconhecemos o paradeiro do presidente
Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores. Exigimos do
governo do presidente Donald Trump prova de vida imediata do presidente Maduro
e da primeira-dama”.