metropoles -20/01/2026 17:02
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu nesta terça-feira (20/1) que a população da ilha comece a se preparar para uma possível invasão militar dos Estados Unidos.
Em coletiva à imprensa, Nielsen afirmou que as autoridades
locais já criaram uma força-tarefa para orientar os cidadãos sobre como
agir caso a situação se concretize.
“O líder do outro lado (Donald Trump) deixou bem claro que essa possibilidade não
está descartada. Portanto, devemos estar preparados para tudo”, disse o
premier.
Entenda a disputa pela Groenlândia
A Groenlândia é um território autônomo, porém
pertencente ao reino da Dinamarca – a política externa e a defesa do território
são responsabilidade dinamarquesa.
A região é considerada estratégica pelos EUA devido à sua
posição no Ártico.
Há bases militares norte-americanas na região, e Trump alega
que é um território “essencial para a defesa dos Estados Unidos”.
Como parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é
membro da Otan, assim como os Estados Unidos.
Apesar do alerta, Nielsen ressaltou que não considera
provável um conflito militar, mas destacou que a Groenlândia, como membro da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), poderia impactar a segurança
internacional caso ocorra uma escalada.
“Não é provável que haja um conflito militar, mas não
podemos descartar essa possibilidade. A Groenlândia faz parte da aliança
ocidental, e qualquer escalada terá consequências para todo o mundo exterior”,
disse.
Mais cedo, Donald Trump afirmou que “não há volta
atrás” em seu objetivo de controlar a ilha ártica.
Europeus em alerta
Diante das ameaças do norte-americano, países europeus
membros da aliança, como Alemanha, Suécia e Noruega, enviaram tropas à região da
Groenlândia a pedido da Dinamarca.
Além da mobilização militar, a União Europeia reagiu à
ameaça de Trump de impor tarifas a nações europeias, convocando uma reunião de
emergência no domingo (18/1).
O bloco avalia medidas de retaliação comercial que podem
alcançar 93 bilhões de euros (aproximadamente R$ 580 bilhões) contra os Estados
Unidos.