cnn -12/01/2024 17:25
O coronel Ronaldo Barreto de Oliveira, chefe do Comando de
Aviação da Polícia Militar de São Paulo, afirmou à CNN que as equipes
de resgate estão trabalhando para retirar “o mais rápido possível” os corpos
das quatro pessoas que morreram no acidente do helicóptero prefixo PR-HDB,
cujos destroços foram encontrados na manhã desta sexta-feira (12).
Barreto informa que, antes que a remoção possa ser feita, é
preciso aguardar a realização das perícias da Força Aérea Brasileira (FAB) e da
Polícia Científica.
“Estamos trabalhando agora para conseguir acesso terrestre a
essas pessoas. Se não conseguir, vai ter que ser acesso aéreo, para que a gente
consiga fazer as medidas administrativas necessárias e, o mais rápido possível,
liberar os corpos para os familiares.”
O local onde a aeronave foi encontrada é de difícil acesso.
Pela manhã, policiais militares tiveram que fazer rapel para chegar à área,
que fica em Paraibuna, no Vale do Paraíba.
“A gente queria estar dando a notícia de encontro dessas
pessoas com vida, mas, infelizmente, elas estão mortas. Nosso trabalho agora é
reduzir esse tempo para que as famílias tenham acesso a um enterro digno”,
acrescentou.
O delegado Paulo Sérgio Rios Campos Melo, diretor do
Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Civil de
São Paulo, afirmou que os corpos das quatro vítimas foram encontrados ao lado
do helicóptero.
“Os corpos estavam ao lado, porque a aeronave destroça
quando bate nas árvores”, explica.
Campos Melo destacou que ainda não é possível saber se as
vítimas morreram no momento da queda ou depois. Isso só será esclarecido após a
conclusão das perícias e dos exames necroscópicos.
A aeronave acidentada, um Robinson R44 fabricado em 2001,
era pilotada por Cassiano Tete Teodoro, 44 anos. Além dele, estavam a bordo o empresário Raphael
Torres, 41, a comerciante Luciana Rodzewics, 46, e a filha dela, Letícia, 20.