noticias ao minuto -06/12/2025 16:39
Uma mulher de aproximadamente 30 anos foi presa em Panipat,
no norte da Índia, acusada de matar quatro crianças ao longo de dois anos,
entre elas o próprio filho e duas sobrinhas. Segundo a polícia, ela escolhia
vítimas que considerava “bonitas demais”, motivada por uma obsessão doentia com
aparência.
Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 3 de
dezembro, as autoridades informaram que os crimes foram cuidadosamente
encenados para parecerem mortes acidentais por afogamento. A investigação aponta
que a mulher, identificada como Poonam, confessou todos os homicídios durante o
interrogatório.
De acordo com o Indian Express, a polícia concluiu que ela
não aceitava que outras crianças fossem “mais atraentes” que as dela. O
primeiro crime ocorreu em 2023, quando matou a sobrinha e, em seguida, o
próprio filho de três anos, que teria testemunhado o assassinato. As duas
crianças foram encontradas em um tanque, e Poonam afirmou na época que ambas
haviam caído na água enquanto brincavam.
Meses depois, em agosto, outra criança da aldeia de Sivah
foi morta da mesma forma, sem levantar suspeitas. O padrão só começou a ser
identificado quando, recentemente, a sobrinha de seis anos da suspeita, Vidhi,
desapareceu durante um casamento. Ela foi encontrada pela avó boiando em uma
banheira no local da festa.
O avô da menina, ex-investigador, achou a posição do corpo
suspeita e alertou as autoridades, desencadeando uma apuração mais profunda.
Chamado para depor, ele afirmou acreditar que a neta havia sido afogada propositalmente.
A partir daí, a polícia ligou o caso às mortes anteriores e passou a investigar
possíveis conexões.
Durante o interrogatório, Poonam admitiu ter seguido Vidhi
até o terraço do prédio durante o casamento. De acordo com a polícia, ela
colocou a criança em uma banheira plástica cheia de água e a afogou antes de
trancar a porta e retornar à festa. Os investigadores disseram que a suspeita
“se irritava com meninas bonitas”.
A polícia publicou no X um vídeo que mostra Poonam chegando
ao tribunal com o rosto coberto por um lenço vermelho, deixando à mostra apenas
os olhos. As autoridades afirmam que ela apresenta sinais de psicopatia, mas
continuará sob custódia judicial enquanto a investigação prossegue.