noticias ao minuto -06/01/2026 20:38
Uma mulher e a filha adolescente morreram após consumirem uma refeição de Natal supostamente contaminada, na Itália. As vítimas são Antonella Di Ielsi, de 50 anos, e Sara Di Vita, de 15, que morreram com poucas horas de diferença depois de ingerirem um prato com peixe, cogumelos e mexilhões durante o período festivo.
Segundo as autoridades, mãe e filha, ambas italianas, teriam
desenvolvido um quadro de hepatite fulminante, caracterizado por insuficiência
hepática aguda, possivelmente causado por envenenamento alimentar.
Sara chegou a procurar atendimento médico duas vezes e foi
liberada após as avaliações iniciais. O quadro, no entanto, se agravou de forma
repentina, e a adolescente morreu por volta das 23h de sábado, no Hospital
Cardarelli. Pouco depois, Antonella foi internada ao apresentar os mesmos
sintomas da filha.
De acordo com o médico Vincenzo Cuzzone, o estado clínico da
jovem sofreu uma evolução extremamente rara e rápida, que levou à morte, apesar
das tentativas de tratamento. Um boletim médico informou que houve falência
hepática seguida por uma sucessão acelerada de complicações, culminando em
falência múltipla de órgãos.
Após o ocorrido, investigadores foram até a residência da
família, em Pietracatella, para recolher alimentos e restos da refeição
consumida. Exames descartaram botulismo e contaminação por veneno para ratos. A
principal suspeita é a presença do cogumelo Amanita phalloides, conhecido
popularmente como “chapéu-da-morte”, altamente tóxico.
Segundo o jornal britânico The Mirror, o marido de Antonella
e pai das meninas também apresentou sintomas semelhantes e permanece internado.
Já a filha mais velha, de 18 anos, não foi afetada, pois não participou da
mesma refeição.
O jornal italiano Il Messaggero informou que cinco médicos
do Hospital Cardarelli estão sendo investigados por possível negligência no
atendimento. O prefeito da cidade afirmou que a comunidade está profundamente
abalada e que as autoridades trabalham para identificar a origem dos cogumelos,
apurar responsabilidades e evitar que outras famílias sejam atingidas pela
tragédia.