metropoles -05/01/2026 14:59
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente durante audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, coração de Nova York, nesta segunda-feira (5/1).
“Não sou culpado. Sou inocente de tudo o que foi mencionado
aqui”, disse Maduro ao juiz.
Ele também disse que é um homem decente e ressaltou que é um
“presidente sequestrado”.
Cilia Flores, esposa de Maduro, acompanhou o marido e também
se declarou “completamente inocente”.
Ainda durante a audiência, o juiz Alvin K. Hellerstein
comunicou ao chavista e à esposa que ambos têm o direito de solicitar contato
com o consulado da Venezuela.
O presidente venezuelano, então, afirmou compreender a
prerrogativa e manifestou interesse em receber a visita consular. A esposa,
Flores, também declarou entender o direito e solicitou que o encontro fosse
realizado.
A defesa de Cilia Flores informou ao juiz que ela não
pretende solicitar liberdade sob fiança atualmente.
Os advogados de ambos os réus afirmaram que o pedido poderá
ser apresentado posteriormente. Em linha semelhante, o advogado de Nicolás
Maduro declarou em audiência que o venezuelano também não busca a liberdade
provisória agora.
Hellerstein disse acreditar que havia base legal para manter
os réus sob custódia. Um promotor afirmou que o Ministério Público irá
trabalhar em conjunto com os advogados de defesa e agentes federais para
resolver a situação.
Questionado se estava conseguindo acompanhar os
procedimentos, Maduro respondeu, por meio de um tradutor, que havia entendido e
que tomava notas. Em outro momento, pediu que suas anotações fossem respeitadas
e que lhe fosse permitido mantê-las.
A defesa informou ao juiz que Cilia Flores pode ter sofrido
uma fratura ou um hematoma grave nas costelas e que necessita de avaliação
médica. Segundo o advogado Mark Donnelly, os ferimentos teriam sido causados
durante o que classificou como o sequestro de Flores, ressaltando que, “como é
possível ver”, ela apresenta lesões graves.
Já o advogado norte-americano, que representa Maduro, Barry
Pollack afirmou que Nicolás Maduro enfrenta “alguns problemas de saúde e médicos”
que exigirão atenção. Ele acrescentou que também há questionamentos jurídicos
sobre a legalidade do que descreveu como um sequestro militar.
Pollack disse ainda que a defesa prevê a apresentação de
“uma quantidade substancial de moções” ao longo do processo, sustentando que
Maduro é chefe de um Estado soberano e, por isso, teria direito aos privilégios
e à imunidade inerentes ao cargo.
Captura
Os Estados Unidos atacaram, no último sábado (3/1), diversas
regiões da Venezuela.
O mandatário norte-americano, Donald Trump, confirmou a
captura do presidente Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.
Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump.
Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los
Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista
internacional.
Detido em Nova York
Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e
levados para fora do país por forças dos Estados Unidos, segundo confirmou o
presidente norte-americano, Donald Trump.
Ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano do
Brooklyn, em Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanecerá
enquanto aguarda julgamento por narcoterrorismo e tráfico internacional de
drogas.