noticias ao minuto -27/12/2025 19:16
O avanço das tecnologias digitais tem ampliado o acesso à informação, mas também aberto espaço para novos tipos de crime. Um deles é o chamado golpe do falso advogado, que vem afetando clientes e profissionais do Direito em todo o país. A fraude ocorre a partir do uso indevido de dados públicos disponíveis em sistemas oficiais, como o Processo Judicial Eletrônico (PJe), o Cadastro Nacional da Advocacia, redes sociais e mecanismos de busca.
De posse dessas informações, criminosos criam perfis falsos
e se passam por advogados reais. O contato com as vítimas costuma ser
convincente: os golpistas utilizam números verdadeiros de processos e dados
reais sobre o andamento das ações. Em seguida, apelam para mensagens de
urgência, alegando a necessidade imediata de pagamento de custas ou taxas para
evitar prejuízos no processo. Os valores são solicitados via Pix ou boletos e
acabam sendo direcionados a contas de terceiros, sem qualquer vínculo com a ação
judicial.
Especialistas alertam que um cuidado simples pode ajudar a
evitar o golpe: exigir contato por videochamada com o advogado. Golpistas, em
geral, evitam qualquer interação visual.
Ao identificar uma possível fraude, a orientação é agir
rapidamente. As vítimas devem confirmar as informações com o advogado
verdadeiro, registrar boletim de ocorrência, contestar a transação junto ao
banco, comunicar a OAB e informar o tribunal responsável pelo processo.
Nesse contexto, o Banco Central anunciou a criação do botão
de contestação do Pix, que entra em vigor em 1º de outubro. A ferramenta
permite acionar diretamente o Mecanismo Especial de Devolução (MED) em casos de
fraude ou coerção, facilitando o bloqueio e eventual devolução dos valores.
A advocacia também reagiu. Em outubro, a OAB aprovou a
criação de um grupo de trabalho nacional para combater falsos escritórios e
reforçar a segurança digital da categoria.