metropoles -06/09/2026 09:58
A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento por envolvimento na fabricação e no tráfico de drogas sintéticas. A decisão foi tomada por um tribunal do Cairo e também atingiu outros 11 acusados, segundo a imprensa local e a AFP.
Durante a investigação, autoridades apreenderam mais de
750 kg de drogas e matérias-primas em dois apartamentos usados, segundo a
acusação, como laboratórios clandestinos. Os investigadores também apontaram
que parte dos insumos teria sido importada do exterior.
O processo considerou depoimentos de 20 testemunhas, além de
provas eletrônicas, como conversas gravadas e vídeos. Os acusados também foram
responsabilizados por posse e porte ilegal de armas e munições.
A sentença de morte recebeu parecer favorável do Grande
Mufti do Egito, Nazir
Mohammed Ayyad, nesse sábado (5/9). A manifestação da autoridade religiosa
ocorre cerca de um mês após a condenação inicial. Sarah, no entanto, ainda
pode recorrer da decisão.
A apresentadora nega as acusações. Em depoimento prestado em
setembro de 2025, afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada
com entorpecentes nas instalações das autoridades antidrogas. O advogado dela
informou que pretende recorrer.
Sarah é conhecida no Egito por apresentar o programa
policial “Missão Impossível”, que aborda casos de segurança e criminalidade.
Segundo a BBC, sete réus foram absolvidos e outros nove receberam prisão
perpétua.
Em um processo separado, Sarah e outros envolvidos também foram
condenados a cinco anos de prisão por sequestro e agressão de um jovem.
O Egito prevê pena de morte para crimes como homicídio
premeditado, terrorismo, estupro e tráfico de drogas. Em 2025, o país emitiu
541 sentenças de morte, segundo a Comissão Egípcia de Direitos e Liberdades.