hernandes dias lopes -24/01/2026 21:40
“Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. O povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequias, rei de Judá” (2Cr 32:8).
O império assírio era a maior força militar naquele tempo. Já havia desbancado reis, conquistado terras e expandido os limites de seu domínio. A força militar da Assíria era irresistível. Israel, o reino do Norte, depois de mais de dois séculos de rebelião contra Deus, já tinha caído no poder da Assíria e as dez tribos levadas cativas para terras longínquas.
Agora, esse poderoso exército entrincheira Jerusalém, e com
afrontas, exige rendição imediata. Suas ameaças são insolentes. Seus discursos
são vazados de escárnio. O rei Ezequias não tem força militar para enfrentar
essas hordas assírias. O exército inimigo é numericamente mais expressivo e belicamente
mais poderoso.
Mas, Ezequias, o rei de Judá, conhece uma a força superior
às potências humanas. Ele conhece o Deus da aliança, o Deus vivo, como o
defensor de seu povo. Os assírios confiam na força humana; Ezequias confia no
poder divino. Os recursos da Assíria emanam da terra, o recurso onipotente de
Ezequias procede do céu.
Ezequias não tenta medir, com o exército assírio, força com
força, destreza com destreza, poder com poder. Ele sabe que no campo terreno,
sua luta é desigual. Ele recorre ao Senhor, o vencedor invicto em todas as
batalhas. Ele busca o auxílio do alto, de onde vem o socorro. Ele sabe quem
está ao seu lado.
O Senhor não é apenas uma divindade distante, mas “o Senhor,
nosso Deus”, o Deus da aliança. Precisamos perguntar nas horas mais difíceis da
vida: “Quem está ao nosso lado? Quem é o nosso socorro? De onde vem a nossa
ajuda?”. Uns confiam em carros, outros em cavalos, outros ainda no poder
político. Há aqueles que se estribam no poder econômico.
Porém, nós devemos confiar no Senhor, que fez o céu e a
terra. Ele é onipotente. Ele é o vencedor em todas as batalhas. Ele nunca
ensarilhou as armas nem jamais foi surpreendido por uma derrota. Esse é o nosso
ajudador.
O Senhor não apenas tem todo poder, ele também entra em
campo para guerrear nossas guerras. Quem ameaça o povo de Deus, insurge-se
contra o próprio Deus. Quem escarnece do povo de Deus, afronta ao próprio Deus.
Quando o Senhor despe seu braço e empunha suas armas, o inimigo mais poderoso,
treme. Quando o Senhor entra na peleja os poderosos deste mundo caem e entram
em colapso.
Os valentões deste mundo são uma nulidade diante da
majestade do nosso Deus. Guerreando o Senhor nossas guerras, nossa vitória, é
assegurada. Ezequias não precisou lutar; o Senhor enviou seu anjo, e matou
cento e oitenta e cinco mil soldados assírios ao arredor de Jerusalém.
Senaqueribe, o inimigo insolente, foi derrotado. Depois da baixa de seu
exército, voltou humilhado à sua terra e foi assassinado pelos seus próprios
filhos.
O povo de Deus não deve se intimidar com os rosnados dos
cães que o atacam. Quando o Senhor, como Leão de Judá, sai em sua defesa e
guerreia suas guerras, os inimigos precisam bater em retirada. O próprio Senhor
Jesus afirmou que as portas do inferno não prevalecerão contra sua igreja. O
povo de Deus não olha para as circunstâncias, mas para o Senhor que as
controla.
Por isso, ao ouvir as palavras do rei Ezequias, o povo
cobrou ânimo e não se capitulou ao medo. Assim devemos viver ainda hoje.
Vivemos do que cremos. Vivemos pela fé. Nossos olhos estão postos no Senhor.
Ele é quem guerreia nossas guerras e nos dá a vitória.