r7 -06/06/2024 06:36
Minas Gerais identificou, nesta semana, 72 casos da febre
oroupuche no estado. Uma semana antes, apenas quatro casos da doença haviam
sido identificados. A semelhança dos sintomas entre a febre oropouche com
outras arboviroses mais comuns podem enganar os pacientes.
Causada pelo mosquito-pólvora, os sintomas são parecidos com
os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas
articulações, náusea e diarreia. Apesar do quadro clínico ser semelhante,
especialistas alertam que, no caso da febre opeluche, é necessário se atentar
às possíveis complicações. “Os quadros neurológicos como meningite ou
encefalite são algumas complicações possíveis, principalmente em pacientes
imunossuprimidos. Podem ocorrer, também, complicações hemorrágicas,
caracterizadas por sangramento gengival, sangramento no nariz ou presença de
manchas avermelhadas na pele”, detalhou Flávia Cruzeiro, médica do Centro de
Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (Cievs-MG).
A médica alerta que uma característica importante da febre
oropouche, que ocorre em até 60% dos casos, é o retorno dos sintomas da doença
de uma a duas semanas após o início da manifestação da febre
Em caso de confirmação da febre, não há antivirais
específicos para a doença. O tratamento indicado é voltado para amenizar os
sintomas apresentados. Geralmente, o tratamento dura uma semana. Em casos mais
complicados, como neurológicos ou com apresentação de hemorragia, pode ser
necessário internação. Além de repouso, reforçar a hidratação também é indicado
para tratar a doença.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por exames laboratoriais. A Secretaria
de Saúde de Minas Gerais alerta que, na realização do exame, é importante
considerar a suspeita de febre opeluche em pacientes que apresentem sintomas
relacionados a doença e que o teste para dengue, chikungunya e zika tenham
apresentado resultado negativo. Em Minas Gerais, os exames são realizados pelo
Laboratório Central de Saúde Pública, da Fundação Ezequiel Dias.
Prevenção
As larvas do mosquito se desenvolvem em locais úmidos, como
as florestas tropicais, margens de rios, solos úmidos, buracos em árvores,
matéria orgânica e lixo. Como prevenção, as medidas são as mesmas adotadas para
a dengue, zika e chikungunya:
Evite áreas onde há muitos mosquitos;
Use roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique
repelente nas áreas expostas da pele;
Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de
mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.
Panorama
Em Minas, 30 casos foram registrados em Joanésia, 26 casos
em Coronel Fabriciano; 11 casos em Timóteo; dois casos em Ipatinga; um caso em
Gonzaga e um caso em Mariléia.
Outros três casos foram identificados em Belo Horizonte, mas
são importados de Santa Catarina, e já notificados ao estado.