noticias ao minuto -30/05/2026 20:18
A Secretaria estadual de Saúde de São Paulo divulgou neste
sábado (30) que investiga um caso suspeito de doença pelo vírus ebola na
capital paulista.
Trata-se de um homem de 37 anos, procedente da República
Democrática do Congo -onde há transmissão da doença-, e que viajou recentemente
ao país africano. Ele apresentou febre, principal sinal de alerta da doença.
A definição de caso suspeito envolve febre e histórico, nos
últimos 21 dias, de procedência ou residência em área com transmissão da
doença, além do contato com sangue e fluidos corporais de caso suspeito ou
confirmado.
O paciente está isolado no Instituto de Infectologia Emílio
Ribas, conforme os protocolos de biossegurança previstos. Até o momento, não há
confirmação laboratorial de infecção pelo vírus ebola.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o risco de introdução
da doença no Brasil e na América do Sul é muito baixo. Não há registro de
transmissão interna na região e também não há voos diretos entre o continente e
o terrirório afetado pela doença.
Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os
serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem,
nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser
avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou
confirmadas.
A doença pelo ebola pode começar de forma súbita, com febre
alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos,
diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, evolui para manifestações
hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação
varia de dois a 21 dias.
A transmissão do vírus não ocorre antes do início dos
sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais
de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença.
Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas
diariamente por 21 dias.
Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias
específicas aprovadas para a espécie Bundibugyo. As vacinas e tratamentos
disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada
para a variante relacionada ao surto atual.