MS confirma 12 casos da Gripe K e reforça alerta epidemiológico

campo grande news -26/12/2025 09:50

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) confirmou, nesta semana, nove novos casos da chamada Gripe K, elevando para 12 o total de registros da variante da Influenza A (H3N2) no Estado.

De acordo com a SES, os novos casos foram identificados em moradores de Campo Grande, Costa Rica, Nioaque, Ponta Porã e Três Lagoas. Os pacientes têm idades variadas, incluindo crianças de três e cinco meses, um, três, cinco, seis e 11 anos, além de adultos e idosos de 20, 73, 77, 82 e 87 anos.

Todos os casos seguem em investigação epidemiológica, com solicitação de informações complementares aos municípios de residência. A Secretaria informou que acompanha de forma contínua a evolução clínica dos pacientes.

A pasta esclarece que a Influenza A (H3N2) já circula regularmente no país e que quadros de síndrome gripal ou de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) podem ser causados por diferentes vírus respiratórios. A identificação do subclado K ocorre por meio de sequenciamento genético, o que evidencia a importância da vigilância laboratorial para o monitoramento das variantes em circulação.

Na semana passada, os três primeiros casos da variante haviam sido confirmados em Campo Grande, Nioaque e Ponta Porã, em pacientes de cinco meses, 73 e 77 anos. Apenas um deles precisou de internação, e todos apresentaram boa evolução clínica. Segundo a SES, nenhum desses pacientes teve histórico de viagem internacional ou contato com viajantes, indicando circulação local do vírus.

Diante do cenário, a Secretaria de Estado de Saúde emitiu Alerta Epidemiológico aos serviços de saúde de todos os municípios, reforçando as ações de prevenção e controle dos vírus respiratórios, incluindo influenza e covid-19.

A SES ressalta que a vacinação contra a Influenza, disponível anualmente pelo SUS, continua sendo a principal forma de prevenção contra casos graves da doença, inclusive em relação ao subclado K. O Ministério da Saúde informou que, até o momento, não há evidências de maior gravidade associada à variante, embora seja observada circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão do hemisfério norte.