As estradas invisíveis do céu: Por onde passam os aviões sobre nossa região

moises eustaquio -04/08/2026 13:35

Sobre as "estradas no céu", trata-se das aerovias, corredores aéreos utilizados pela aviação comercial, executiva e militar. Assim como existem rodovias em terra, o espaço aéreo é organizado em rotas definidas para garantir segurança e eficiência dos voos.

A região de Castilho, Andradina, Três Lagoas, Pereira Barreto e Ilha Solteira está situada em uma área bastante movimentada do espaço aéreo brasileiro, por onde passam aeronaves que ligam diferentes regiões do país. É comum haver voos em rota entre:

  • São Paulo e Cuiabá;
  • São Paulo e Campo Grande;
  • São Paulo e Porto Velho;
  • São Paulo e Rio Branco;
  • Brasília e cidades do Sul e Sudeste;
  • Além de voos internacionais que seguem em direção à Bolívia, Peru, Chile e outros países da América do Sul.

Essas aeronaves normalmente cruzam a região entre 30 mil e 40 mil pés de altitude (aproximadamente 9 a 12 quilômetros), razão pela qual muitas vezes deixam rastros de condensação (contrails), visíveis em dias de baixa umidade.

Outro fator que explica a frequência de aeronaves é a proximidade de importantes aeroportos e estruturas aeronáuticas, como:

  • Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS);
  • Aeroporto de São José do Rio Preto (SP);
  • Aeroporto de Araçatuba (SP);
  • Aeroporto de Três Lagoas (MS);
  • além do intenso tráfego com origem ou destino aos aeroportos da capital paulista.

Para quem observa o céu na região, é comum identificar aviões que seguem rumo ao Centro-Oeste, Norte e até ao exterior, aproveitando esses corredores aéreos planejados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Essas "estradas invisíveis" são monitoradas continuamente pelos controladores de tráfego aéreo, que orientam milhares de voos diariamente, mantendo separação segura entre as aeronaves e garantindo a fluidez do transporte aéreo brasileiro.